ANTONIO CLAUDIO LAGE BUFFARA - O USO DE QUEBRA-CABEÇAS NO DESENVOLVIMENTO LÓGICO-DEDUTIVO

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Em geral, as crianças adoram os quebra-cabeças. Com cores fortes, formas desafiadoras, com muitas peças que variam entre si… são tantas as razões para essa atração que seria desnecessário discorrer sobre elas. Essa observação, entretanto, serve para chamar atenção para a potencialidade educacional deste material – especialmente para a educação infantil. Mas qual a relação entre quebra-cabeças e o conhecimento matemático?

Ora, para montar um quebra-cabeças com sucesso, a pessoa mobiliza, sobretudo, a área esquerda do seu cérebro – local prioritário de produção de sinapses referentes ao pensamento lógico-dedutivo. Pela comparação das formas que estão encaixadas com aquelas ainda por encaixar, o desafiante avança montando o quebra-cabeça por um claro processo de dedução. Não há nada mais matemático do que isso, especialmente no mundo da educação infantil.

O raciocínio por formas e cores pode, ainda, favorecer a montagem de conjuntos. Dessa forma, estimula-se a classificação, a organização e a disposição em série – elementos necessários para a montagem bem sucedida de qualquer quebra-cabeças, mesmo os mais simples.

O hemisfério esquerdo cerebral, exercitado com todas essas práticas assinaladas, tende a se desenvolver progressivamente. Por isso, o professor pode adotar uma escala de dificuldade para seus quebra-cabeças. Comece com os mais simples, a fim de capturar o interesse dos alunos. A progressão do desafio, contudo, é fundamental não apenas para mantê-los interessados, mas também em constante evolução.

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