ANTONIO CLAUDIO LAGE BUFFARA - MATEMÁTICA E O RACIOCÍNIO LÓGICO

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A matemática desenvolve o raciocínio lógico. Tal é uma proposição usualmente aceita como válida. O aprendizado da linguagem matemática, por conseguinte, traz competências relacionadas com aquela - tais quais as capacidades dedutiva, abstracional e indutiva. Esse desenvolvimento, assim, fundamenta-se primariamente na identificação e no julgamento de proposições como válida ou não. É o assunto do nosso texto.

Mas do que estamos falando quando falamos em "proposições"? proposição é uma afirmação de caráter propositivo, como a que abriu o texto. Invariavelmente, envolve um juízo verdadeiro ou falso, a ser determinado pelo receptor da mensagem. No nosso exemplo, caberia-nos decidir se a matemática desenvolve de fato o raciocínio lógico - o que tornaria a proposição válida - ou não, o que a transformaria em uma falácia - prejudicando, por sua vez, todo o texto, que se erige a partir dela.

Assentados no processo que na prática é simultâneo, ou seja, o de identificação e julgamento de proposições, somos capazes de agir logicamente. Ora, em nosso raciocínio, o encadeamento de ideias pressupõe o juízo constante de orações que, estruturadas dessa forma, resultam em um todo coerente.

Como quase toda habilidade humana, contudo, a lógica das proposições não está livre de paradoxos. Observemos a afirmação seguinte: não há nenhuma verdade absoluta. Se classificarmos tal proposição como correta, imediatamente estaremos a invalidando, pois retiraremos as bases lógicas de sua própria existência. Temos um caso clássico de "aporia" lógica, isto é, de impossibilidade de uma solução nos marcos do pensamento lógico formal. Ao menos respeitando a redação original da proposição.


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