ANTONIO CLAUDIO LAGE BUFFARA - A MATEMÁTICA DA LOTERIA

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A virada do ano traz esperanças de uma vida melhor para muitas pessoas. E as apostas não são apenas em simpatias clássicas para se dar bem na virada. Jogar na loteria é também item que não falta no réveillon de milhões de brasileiros.

Mas para além da fé no enriquecimento instantâneo, a matemática pode ajudar na hora da riscar os 60 números na cartela. Calma. Não temos uma fórmula para ganhar na loteria. Nossa maneira de auxiliar é te conscientizar sobre as reais possibilidades de acertar a sena - não só a cobiçada da virada, mas qualquer edição.

Pois bem. Sabemos que a chance de adivinharmos as seis dezenas da Mega Sena é de uma em 50.063.860. É este o número de combinações possíveis presentes na cartela. A única forma de aumentar as chances é ampliar o número de apostas - e a quantidade de dinheiro gasto. Não há segredo e nem mágica.

Isso porque não há nada como um "macete" para apostas do tipo. Muito se fala sobre certos padrões que os sorteios seguem. Assim, não seria indicado apostar em sequências numéricas. Deveríamos também evitar números da mesma coluna, espalhando nossas apostas pela cartela de modo mais ou menos uniforme. Nada disso, porém, aumenta a chance de sucesso, garantem os matemáticos.

Na verdade, cada bola sorteada é um evento independente. Nesse sentido, a chance de depois do 1 ser sorteado o 2 é a mesma dos demais 60 números  - com exceção do 1, obviamente.  E essa probabilidade dimensionada pelo acerto de seis dezenas em sequência resulta exatamente naquelas mais de 50 milhões de alternativas possíveis de "jogos certos".

Com isso não queremos te desencorajar a jogar. As apostas, se feitas de modo saudável e responsável, podem ser uma diversão interessante. Elas devem, aliás, ser encaradas dessa forma. Para enriquecimento, a forma menos arriscada continua sendo o trabalho duro.

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