CLAUDIO BUFFARA - REFORMA DO ENSINO MÉDIO: ESTRATÉGIAS PARA AVANÇAR NA QUESTÃO

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Há pouco mais de um ano, o presidente Michel Temer sancionou a reforma do Ensino Médio. As alterações no segmento instituíram os "itinerários formativos" - flexibilizando, assim, os conteúdos a serem estudados pelos alunos. A partir de então, cada discente poderá escolher a ênfase de sua formação dentre as ofertadas pelas escolas: em ciências, artes, humanidades, etc.

Duas disciplinas, porém, mantém-se obrigatórias. Português e matemática seguem universais, inclusive com carga horária majorada, o que certamente mudará a organização interna dessas matérias.

Uma prova disso foi a recente divulgação da nova base nacional curricular. Com a carga horária total do Ensino Médio ampliada, os conteúdos de matemática mereceram maior detalhamento, sobretudo nos saberes que envolvem diretamente cálculo.

A celeridade de todo processo, todavia, não o livrou de críticas. A comunidade científica da área acusa o governo de pouco diálogo com a base, impondo de cima para baixo uma reforma que ganha o estatuto de "outorgada". Por outro lado, o ministério da educação insiste que amplo debate foi tocado para tecer os principais pontos tanto da base quanto da reforma.

O que cremos é na necessidade de união dos professores, no nosso caso especialmente os de matemática. É a articulação desses profissionais que tornará positiva uma mudança que, embora há muito aguardada, não será necessariamente para melhor.

De fato, audiências públicas foram feitas com acadêmicos para discutir as características do novo Ensino Médio. A natureza do sindicalismo da categoria, porém, inviabiliza a ampla participação dos professores. Assim, a proposta é a criação de fóruns de discussão do tema, mas que transcendam as estruturas tradicionais, por demais limitadoras. As novas tecnologias tem, nesse âmbito, certamente com o que contribuir.


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