EDUCAÇÃO FINANCEIRA: A CONTRIBUIÇÃO DA MATEMÁTICA EM SALA DE AULA

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Uma boa gestão financeira impacta diretamente a qualidade de vida do ser humano no mundo atual. Compras, vendas, poupança, risco, economia. Palavras-chave na nossa sociedade, com as quais todas as pessoas terão de lidar ao longo da vida. Parece consenso entre os profissionais da área que a educação financeira deve ser iniciada na escola – compondo a educação formal em geral. Mas como a matemática pode ajudar na tarefa?

Em sala de aula, o professor de matemática pode propor problemas de juros e rendimentos a fim de demonstrar aos educandos o impacto do gasto excessivo, ou, ao contrário, os benefícios da poupança. Com estudos de casos concretos, assim, a matemática ganha vida, ao ser percebida pelos alunos como instrumento potente de transformação social.
Vejamos um caso prático: o professor propõe como atividade que os alunos identifiquem qual a menor taxa de juros disponível para uma operação financeira. Algumas opções são dadas, por exemplo, a) o rotativo de um cartão de crédito, com sua respectiva taxa; b) um empréstimo comum; c) um empréstimo consignado. Ao resolver a equação, o estudante aprende ferramentas básicas de financiamento, disponíveis no mundo contemporâneo, além de praticar cálculo e operações típicas de nossa disciplina.

O estudo dos métodos de poupança também prepara para a realização de objetivos de longo prazo. Aquisição de carro, casa, viagem dos sonhos. São produtos de consumo impossíveis de serem viabilizados em um mês de salário, pelo menos para a maioria das pessoas. Assim, é fundamental ter disposição para a acumulação de reserva financeira – prática que pode ser desenvolvida em sala de aula, com atividades lúdicas que treinem essa disposição.
É fundamental que o professor compreenda que o aluno, ao longo de sua vida escolar, pode aprender, além do chamado “conteúdo duro” da disciplina, competências, habilidades e hábitos fundamentais para uma vida adulta de sucesso. É, portanto, tarefa do professor também preparar para essa trajetória, sendo a educação financeira etapa imprescindível do aprendizado. Dada sua própria função, a matemática se apresenta como carro-chefe desse processo.

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