DISCALCULIA E SEUS DESAFIOS PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA

Share:

A discalculia é conhecida como a inabilidade de raciocinar utilizando conceitos matemáticos. Pessoas com esse transtorno, assim, podem não compreender adequadamente fórmulas e conceitos básicos, como por exemplo a identidade entre o número 5 e a palavra cinco, grafada por extenso. Sem dúvidas, a discalculia interpõe dificuldades suplementares ao ensino e aprendizado de nossa disciplina.

As últimas pesquisas de pedagogos voltadas para a área, contudo, relacionam o problema com precariedade da chamada “memória de trabalho” – o tipo de operação mental acionada para a resolução de problemas. Assim sendo, exercícios que trabalhem essa atividade podem ser úteis para combater a discalculia. No ensino de matemática, em termos práticos, pode-se incentivar jogos que demandem a memorização de números, dados e formas, a fim de se alcançar melhores resultados em termos de aprendizado.

Há na rede um programa adaptado para essa prática. Trata-se do CogniFit, conjunto de jogos online com objetivo de reduzir os danos cognitivos da discalculia. Com atividades recomendadas para crianças entre o seis e os 13 anos, o aplicativo trabalha em cima dos erros mais comuns do pensamento pré-operacional e operacional: correspondência, reversibilidade, classificação e ordem. Espera-se, por esse expediente, que as barreiras ao uso de conceitos mais complexos sejam minimizadas, facilitando como um todo o aproveitamento dos conteúdos dados em sala de aula.

Munidos da ferramenta, os professores de matemática podem atuar sobre o problema, desde que sejam capazes de, em conjunto com a comunidade escolar, identificar o transtorno em seus alunos afetados pela discalculia. Espera-se, dessa forma, que os docentes possam oferecer atendimento individualizado e adequado às dificuldades de cada aluno. Só assim será possível descortinar o mundo da matemática para os que padecem com essa inabilidade.

Nenhum comentário