A AVALIAÇÃO EM MATEMÁTICA: DIAGNÓSTICA OU PONTUAL?

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Como a educação em geral, as formas avaliativas também têm a sua história. Mudaram ao longo do tempo, transitando de modelos que enfatizavam a memorização de dados para propostas mais baseadas no raciocínio e na solução de problemas. Sem dúvidas, essa trajetória demonstra o amadurecimento dos professores de matemática, sobretudo no que toca ao uso dessa ferramenta de ensino.

Sim, porque a avaliação deve ser compreendida como um momento privilegiado de estudo, e não tal qual um acerto de contas. Não é na hora da prova que o professor deve se vingar de um aluno especialmente problemático, mas oferecer oportunidades para que seus educandos avaliem o próprio rendimento. Daí insistirmos que todo exame deve ser diagnóstico, isto é, continuado ao longo do ano, a fim de identificar dificuldades em alunos e no professor. Assim, não podemos tomar a prova como um momento específico e pontual do processo de ensino-aprendizagem.

Queremos insistir aqui na importância da aplicação semanal ou quinzenal de testes. Eis uma forma potente de o professor avaliar o seu trabalho, bem como o rendimento da turma. O ideal seria que as avaliações fossem ofertadas aos alunos ao fim de um capítulo do livro didático, ou em seguida a uma aula cujo conteúdo seja considerado mais complexo pelo professor.

Entender a avaliação por um viés diagnóstico é positivo sobretudo por permitir a reorientação de rumo, tanto por parte dos alunos quanto do professor. Diferentemente da tradicional prova de fim de bimestre, temos aqui uma oportunidade para corrigir erros e reaprender conteúdos já dados. Excelente forma, portanto, de preparar os discentes para a vida.

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